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Governo acelera lançamento do Renda Brasil

Foto: Reprodução
O governo apertou o passo para finalizar o Renda Brasil e lançá-lo daqui a um mês, no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro quer anunciar o programa antes do fim do pagamento do auxílio emergencial e antes mesmo que o Congresso aprove uma proposta semelhante com a digital dos parlamentares. A oposição não acredita, entretanto, que o novo programa atrairá para Bolsonaro o seu eleitor cativo, beneficiário do Bolsa Família, especialmente no Nordeste.

Diante da expectativa de aumento do desemprego como reflexo da pandemia e da perda de eleitorado nos segmentos mais escolarizados e ricos da sociedade, Bolsonaro empenha-se em alavancar sua popularidade junto às classes de baixa renda, dependentes de programas sociais, em especial no Nordeste. Além dos beneficiários do Bolsa Família, outro alvo é o trabalhador informal e os desempregados, que diante do fim do auxílio emergencial, deverão compor a base do futuro Renda Brasil.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse ao Valor que o Renda Brasil deve ser lançado até 14 de agosto, próximo à retomada das sessões presenciais do Congresso. E, após o lançamento, imediatamente enviado ao Legislativo para análise dos parlamentares. “Com o Renda Brasil, Bolsonaro vai ter as condições de fato de disputar as eleições com chance de ser o primeiro colocado em 2022”, aposta Bezerra.
Um senador com acesso às articulações afirma que o governo acelerou os ajustes finais do Renda Brasil, pois teme ser surpreendido com um programa de renda mínima que tenha a digital do Congresso. Ele alerta, no entanto, que as primeiras linhas do programa que vieram a público geram resistência, porque os parlamentares deverão reagir à extinção de outros benefícios como o abono salarial, por exemplo.
O modelo esboçado pelo governo prevê a fusão ou extinção de programas assistenciais considerados menos eficientes, como abono salarial, seguro defeso e salário família, sem despesa adicional para preservar o teto de gastos.
Fonte: Valor Econômico
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