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Secretário de Saúde da Bahia avalia taxa de isolamento no estado: ‘Acima de 50% começa a ser algo aceitável’

Foto: Reprodução
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou na manhã desta quinta-feira (28), em entrevista ao Jornal da Manhã, que o índice de isolamento social ideal seria entre 50% a 60%, para que o estado atravesse a pandemia de coronavírus com maior tranquilidade. Segundo pesquisa desenvolvida por empresa de tecnologia que usa informações enviadas por aplicativos parceiros para aferir deslocamentos dos usuários, após dois dias com índice de isolamento em 45%, a Bahia registrou uma pequena queda no indicador, que ficou em 43% na última quarta-feira (27).
“A gente trabalha para ter a maior taxa possível. Acima de 50% começa a ser algo aceitável, afinal começamos lá atrás com taxas de 30%. O número real que perseguimos é acima de 50%, idealmente acima de 60%, porque indica que tem mais gente distante do que próxima”, disse Vilas-Boas.
Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesab), a Bahia ultrapassou a marca de 15 mil casos confirmados de coronavírus. O governador Rui Costa, no entanto, anunciou que o estado alcançou uma estabilidade no número de novos casos por dia ao longo desta semana. Os dados coincidem com a antecipação de três feriados, que foram antecipados nesta semana.
Fábio Vilas-Boas espera que o platô de novos casos se confirme nos próximos dias, o que significaria que a Bahia atingiu o pico da doença, com possibilidade de decréscimo de registro de novos casos e maior segurança para retomada de atividades econômicas.
“A gente tem enxergado ao longo dos últimos quatro dias, hoje cinco dias, uma taxa de crescimento estagnada. Desde que foi decretada a antecipação de feriados, tivemos um crescimento negativo no número de casos em todo o estado. Isso é uma notícia muito boa. Primeiro porque confirma que a estratégia de criar feriado funciona. Segundo porque pode significar um momento em que vamos alcançar um platô, para depois ter um decréscimo. Como aconteceu em um momento de excepcionalidade, é possível que volte a crescer, que seja apenas um dente na curva de crescimento. Mas isso os próximos dias é que vão dizer. Isso reforça a tese de que quanto maior o isolamento, mais resultado a gente consegue ter na redução da taxa de transmissão”, pontuou.
Na Bahia, dos 1.679 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 931 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 55%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 719 leitos exclusivos para o coronavírus, 489 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 68%. No total, o estado registra 531 mortes em decorrência da doença, o que representa uma taxa de letalidade de aproximadamente 3,5%.
“Nós nos preparamos com antecedência maior e estamos conseguindo, até o momento, casar a necessidade de internação dos leitos hospitalares, incluindo leitos de UTI, com a oferta de leitos pelo estado e pela prefeitura. Projetamos uma ampliação de mais de mil leitos hospitalares em toda a Bahia. Temos uma taxa de ocupação no interior inferior a 50%. Na capital gira em torno de 80%, 76%. Ao longo desses próximos dias iremos continuamente, todos os dias, abrir novos leitos de UTI. Um dia são dez leitos, outro são 30 leitos. Na próximas segunda-feira abriremos a Fonte Nova, um hospital de campanha com cem leitos de UTI, 140 de enfermaria. Temos um estoque de leitos por serem abertos que tem sido capaz de absorver a demanda. Se consigo absorver a demanda, não tenho pessoas morrendo por falta de atendimento, é de se esperar que a taxa de letalidade não seja tão grande”, concluiu o secretário.
Fonte: G1
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