Hospital Regional de Itaberaba - Um Olhar na Causa - Iaçu Notícias

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27 de set de 2015

Hospital Regional de Itaberaba - Um Olhar na Causa


“Um elefante incomoda muita gente...”

Quem não já ouviu esta musiquinha infantil, que quando sequenciada se torna insuportável aos ouvidos?

Imagine na Saúde Pública um Velho Elefante Branco, que nada mais tendo a oferecer, atrapalha a oferta de um serviço de Saúde Pública com efetiva qualidade. 

É o que está acontecendo em Itaberaba-BA que, além de atender à sua população de mais de 66 mil habitantes com os serviços de Média Complexidade em Saúde, é também um Polo Regional que atende os vizinhos em um raio de mais de 200 Km.

Quando falamos de atendimento público (SUS), a grande busca da população é pelo HGI – Hospital Geral de Itaberaba, administrado pelo poder público municipal. Porém, há também na cidade o antigo HRI- Hospital Regional de Itaberaba, antigo no sentido literal da palavra (estrutura, equipamentos, mobiliário, e problemas).

O Hospital Geral de Itaberaba tem toda uma estrutura moderna, foi reaberto em 2010, já na gestão do atual prefeito João Filho, e tem plena condição de atender com eficiência toda a demanda local e regional. Tanto, que é a primeira porta onde batem os que precisam de serviços de saúde.

Nos últimos 05 (cinco) anos, os repasses estaduais têm sido divididos entre as duas unidades. O HGI, administrado pelo município, e o HRI, administrado por Associações Filantrópicas, cabendo ao segundo atendimentos clínicos e psiquiátricos, bem como os serviços de hemodiálise, que antes eram feitos em Feira de Santana, para onde a prefeitura levava os pacientes com os recursos do TFD – Tratamento Fora do Domicílio, que deixou de receber com a vinda do Instituto dos Rins para o HRI. Ocorre que, nem os serviços clínicos, nem psiquiátricos e nem as hemodiálises vêm acontecendo a contento no Regional.

O que foi pactuado entre a antiga Associação que o gerenciava e o Estado não foi cumprido pela mesma. O município de Itaberaba e outros municípios vizinhos estendiam a mão
à unidade, com apoio em ambulância, oxigênio, medicamentos, e até mesmo médicos. Mesmo com tudo isso o HRI não mostrou ser capaz de manter-se vivo. Para onde estava indo o recurso que a tal Associação recebia?

Ninguém sabe o que foi feito com tanto recurso que veio durante este período para o Hospital Regional. Todo mundo sabe os interesses que estão por trás.

Agora, uma nova Associação busca assumir o Hospital.

A questão que surge para a população itaberabense, das cidades vizinhas, e para os gestores municipais é se não seria mais coerente redirecionar os atendimentos clínicos, psiquiátricos e de hemodiálise para o Hospital Geral de Itaberaba, para que este tivesse condições de ampliar a oferta destes serviços, e dentro de suas instalações com melhores condições atender verdadeiramente a todo este público que dele necessita? Sendo Itaberaba um polo Regional, não seria mais sensato potencializar a unidade hospitalar com melhores condições para oferecer melhores serviços e com maior capacidade para toda a região?

Convém registrar que, mesmo com os municípios sustentando com doação de medicamentos, oxigênio e profissionais, a APMI, responsável pela administração do HRI contratualizou com o Estado o valor de R$ 9.335.519,04 (Nove Milhões trezentos e trinta e cinco mil quinhentos e dezenove reais e quatro centavos).
Manter esta divisão entre esta estrutura questionável de funcionamento do HRI, que em nada se justifica, vai totalmente de encontro à política do Governo Estadual nos últimos anos de descentralizar a Saúde por meio de Hospitais de Média e Alta Complexidade em cidades Polos.
Renovar um pacto de administração filantrópica do Hospital Regional significará para todos estes municípios que dependem de Itaberaba, continuar tendo limitação e precariedade de serviços, e em meio às dificuldades que passam por conta da crise instaurada, ter que assistir diante de seus olhos escoando pelos ralos altos valores que poderiam estar sendo verdadeiramente investidos na Saúde de sua população.

Daqui para a frente nem com muita boa vontade os municípios terão condição de ajudar com seus recursos ao HRI, caso ele continue neste formato administrativo e não invista o que recebe para investir.

Por conta disso, na última quarta-feira (23/09), reuniram-se em Nova Redenção os prefeitos de Andaraí (Wilson Cardoso), Boa Vista do Tupim (Gidu), Utinga (Alberto Muniz), Ruy Barbosa (Bonifácio), Marcionílio Souza (Adenilton Meira), Macajuba (Nelson Brandão), Itaetê (Lenise Campos Estrela), Iaçu (NixonDuarte), Itaberaba (João Almeida Mascarenhas Filho) e Nova Redenção (Ana Guadalupe). Ficou acertado que todos marcharão unidos a Salvador em busca de soluções junto ao Secretário Estadual de Saúde, Dr. Fábio Vilas Boas, até porque não podem ser responsabilizados pela forma arbitrária que foi decidia a situação do Hospital Regional. 

Trata-se única e exclusivamente de uma luta pela oferta de melhores serviços de saúde com direcionamento responsável dos atendimentos clínicos, psiquiátricos e de hemodiálise do município de responsabilidade regional, como é o caso de Itaberaba.

Todos estão de acordo que um maior investimento no HGI será de resultados muito mais eficientes e concretos, inclusive pelo fato de o poder público estar subjugado às Leis de Responsabilidade Fiscal, bem como maior rigor de fiscalização do próprio Estado.
A conclusão a que se pode chegar é uma só: Se tem uma única coisa que funciona com eficiência no Hospital Regional de Itaberaba, com este seu modelo de gestão, é a LAVANDERIA!