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Professores da rede municipal fazem nova manifestação em Salvador: "Feira de denúncias"

Os docentes se reúnem na Praça Cairu, no Comércio, na manhã desta terça-feira (8).

terça-feira

/ by Iaçu Noticias

 

Foto: Leitor Metro1

O ano letivo de 2022 começou turbulento para alunos e professores da rede municipal de ensino de Salvador. Nesta terça (8) e na quarta-feira (9), cinco dias depois do início das aulas, os professores realizam paralisações nas atividades, em protesto chamado de "Feira de Denúncias".

Na manhã desta terça, os docentes se reuniram na Praça Visconde de Cairu, no Comércio, e depois seguiram para uma caminhada.

Dentre as reivindicações, os professores pedem pela não redução das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), anunciada pelo secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira, a quem também criticam a gestão.

Além disso, eles pedem pela manutenção dos professores licenciados nas disciplinas de Educação Física e Artes nas turmas iniciais do Ensino Fundamental I.

Anteriormente, em entrevista ao Metro1, Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), falou sobre as mudanças na grade curricular do ensino municipal. Segundo ele, a medida, que coloca profissionais pedagogos para lecionar as disciplinas de Educação Física e Artes para as turmas mais novas, foi tomada sem consultar a comunidade docente.

Além de classificarem a decisão como arbitrária, a APLB e a Faculdade de Educação da Ufba (Faced) questionam a qualificação do secretário Marcelo Oliveira para comandar a pasta da educação. A crítica é que Oliveira é engenheiro eletricista, sem formação específica na área.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) disse ao Metro1 que a mudança busca liberar os "professores especialistas de Artes e Educação Física para atender às necessidades dos alunos dos anos seguintes, para os quais não há substitutos".

A manifestação dos professores pedem ainda a redefinição dos protocolos sanitários nas escolas, considerando os altos índices de contaminação e as altas taxas de ocupação nos leitos para Covid-19.

Outra reivindicação é pela abertura de processo para alteração de nível dos professores e coordenadores pedagógicos da rede.


Fonte: Metro1

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